A oferta de mandioca segue restrita no mercado nacional, impulsionando as cotações da raiz e limitando a produção de derivados industriais. De acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a conjuntura é explicada pela decisão dos mandiocultores de priorizarem o plantio da nova safra, somada ao adiamento das vendas de raízes mais jovens devido à baixa rentabilidade ou à indisponibilidade de lavouras podadas.
Alem disso, a ocorrência de chuvas pontuais nas principais regiões produtoras paralisou temporariamente os trabalhos de colheita no campo.
Queda no teor de amido e rendimento industrial
Além da menor quantidade de matéria-prima entregue às fecularias e harinheiras, o Cepea identificou uma redução mais expressiva no teor de amido acumulado nas raízes. O fenômeno — associado ao ciclo vegetativo das plantas, às variedades trabalhadas e às oscilações de clima — reduz diretamente o rendimento industrial por tonelada processada.
Pesquisadores da instituição ressaltam que a maior parte dos produtores deve concluir a etapa de plantio até meados de agosto. A partir da segunda semana do mês, a expectativa de redução nas precipitações poderá redefinir o ritmo das entregas nas indústrias, mantendo até lá o cenário de oferta enxuta e preços sustentados.