O mercado atacadista de hortifrúti registrou uma semana de estabilidade para a batata especial tipo ágata entre os dias 23 e 27 de março. De acordo com dados do setor, os preços apresentaram pouca variação nos principais centros de distribuição do Sudeste, refletindo um equilíbrio momentâneo entre o volume colhido e a procura dos consumidores. Em São Paulo, as cotações médias fecharam o período em R$ 61,11 por saca, enquanto no Rio de Janeiro os valores atingiram R$ 61,28 por saca, consolidando um cenário de manutenção nos custos operacionais para os varejistas da região.
Essa estabilidade nos preços é justificada pela oferta regular nas regiões produtoras, que operaram sem grandes interrupções climáticas ou logísticas durante a última semana. No atacado de Belo Horizonte, a média apurada foi ligeiramente inferior à das outras capitais, fixando-se em R$ 56,70 por saca. Segundo analistas do mercado agrícola, esse comportamento linear nos índices de preço demonstra que a safra atual está conseguindo suprir a demanda interna de forma satisfatória, sem gerar escassez ou excedentes que provoquem oscilações bruscas nos repasses aos consumidores finais.
Apesar do cenário de calmaria nos últimos dias, pesquisadores do Cepea alertam para uma mudança de tendência no curto prazo. A expectativa é que as cotações sofram reajustes positivos nos próximos dias devido à chegada da Semana Santa, período em que o consumo do tubérculo historicamente se aquece em todo o território nacional. O aumento sazonal da demanda, impulsionado pelas tradições culinárias da época, costuma pressionar os estoques nos atacados, o que deve resultar em uma elevação nos preços praticados nas gôndolas dos supermercados e feiras livres.
Dessa forma, o setor produtivo se prepara para atender ao pico de consumo esperado para o feriado, monitorando o ritmo da colheita nas principais praças fornecedoras. A tendência é que a volatilidade retorne ao mercado na virada do mês, exigindo atenção dos compradores e planejamento logístico para garantir o abastecimento. Por enquanto, o balanço da última semana de março serve como um referencial de estabilidade antes do impacto previsto pelo aumento da procura típica de abril no calendário do agronegócio brasileiro.