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Produtores de pescados tentam reverter prejuízo com tarifaço de Trump

Tarifas dos EUA afetam exportações brasileiras de frutas e pescados, gerando prejuízos, risco de desemprego e crise para pequenos produtores. Setor cobra reação do governo e busca novos mercados
02 ago 2025 às 17:16
Por: Agroband
José Cruz/Agência Brasil

O tarifaço imposto aos produtos brasileiros pelos Estados Unidos está gerando impactos em diversos setores da economia, especialmente nos segmentos de produção de frutas e pescados. A medida, que em um primeiro momento, pareceu menos severa, afeta significativamente a vida de muitos produtores e exportadores nacionais.

De acordo com informações relevadas durante uma entrevista na Rádio Bandeirantes, a produção de frutas, como manga e melão no Vale do São Francisco, é uma das mais afetadas. Isso porque os produtores locais produzem boa parte da safra a partir de contratos que já existiam com os Estados Unidos e agora, este volume de frutas ficará sem mercado. Com os pescados, acontece a mesma situação, já que os Estados Unidos são os principais importadores de tilápia produzida no Braisl.  A falta de um lobby forte nos Estados Unidos dificulta a negociação e revisão dessas tarifas, deixando os produtores brasileiros em uma situação desvantajosa.

Cerca de 70% das exportações brasileiras de peixes, crustáceos, camarões e lagostas também têm como destino os Estados Unidos. "Após a nossa perda em 2017 das exportações para o mercado europeu, os Estados Unidos passaram a ocupar 70% de todo o volume exportado", explicou Gandhi. Ele também destacou que a taxação imposta é desproporcional quando comparada com outros países, como os do Caribe e asiáticos, o que torna o produto brasileiro menos competitivo.


Este cenário preocupante se agrava ainda mais com a falta de mercado interno capaz de absorver a produção destinada anteriormente à exportação. "O mercado interno brasileiro não absorve, não tem quem compre, quem pague o preço que o mercado internacional paga pela nossa manga", lamenta o diretor. Com isso, muitas produções podem acabar não sendo colhidas, gerando grandes prejuízos para os pequenos produtores e cooperativas.


As consequências das tarifas norte-americanas vão além da redução das exportações. Há uma previsão de redução na capacidade fabril e aumento do desemprego no setor. "95% da nossa pesca é artesanal, ou seja, nós temos um grande envolvimento social com muitas pessoas envolvidas para produzir", afirma Gandhi, ressaltando o impacto social das medidas.


A situação atual exige uma reação tanto dos produtores quanto do governo brasileiro para encontrar soluções que minimizem os impactos das tarifas e busquem novos mercados ou alternativas de comercialização interna que possam absorver a produção que era anteriormente exportada.

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