O Ministério da Defesa informou que os comandos das Forças Armadas no Norte do Brasil já operam em "nível de alerta elevado". A medida, que será detalhada pelo ministro José Múcio Monteiro em reunião ministerial, reflete a crescente tensão na fronteira e o monitoramento rigoroso para evitar qualquer violação do território nacional.
A mobilização tem caráter preventivo e "defensivo". Fontes do governo indicam que, caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorize, um contingente maior de homens e equipamentos de ponta pode ser deslocado imediatamente para a região amazônica para reforçar a soberania brasileira.
A cúpula do governo brasileiro já trabalha com um cenário de ruptura definitiva em Caracas. A análise que chega à mesa do presidente Lula é direta: "a saída de Nicolás Maduro do poder é irreversível". No entanto, o otimismo com a transição é contido por um profundo receio sobre o "dia seguinte".
O diagnóstico de ministros palacianos aponta que o vácuo de poder pode levar a uma convulsão social sem precedentes. O governo traça paralelos históricos preocupantes, citando intervenções ou deposições lideradas pelos EUA em países como Líbia, Iraque e Afeganistão. Nestes casos, a queda do líder não resultou em estabilidade democrática, mas em anos de conflito civil e desarticulação do Estado.
A grande preocupação do Itamaraty e da Defesa não é apenas quem assumirá a presidência, mas como essa pessoa governará. O governo brasileiro destaca que a estrutura estatal venezuelana foi moldada ao longo de décadas para ser fiel ao chavismo:
A linha de questionamento é clara: o Maduro foi removido, mas o que fazer com um Tribunal Constitucional e uma Assembleia que são inteiramente pró-governo? Esses questionamentos serão entregues a Lula.