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Política

Damares exonera aliado de Osmar Terra

17 fev 2020 às 16:58
Por: Estadão Conteúdo

A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, exonerou ontem Paulo Roberto de Mendonça e Paula, responsável por assinar um contrato de R$ 7 milhões do Ministério da Cidadania com uma empresa de tecnologia suspeita de ser usada como laranja para desviar dinheiro dos cofres públicos. O caso foi revelado pelo jornal O Estado de S. Paulo. Mendonça é aliado de Osmar Terra (MDB-RS), que deixou o cargo de ministro da Cidadania e vai retomar o mandato de deputado federal.

O desligamento de Mendonça ocorre um dia após o Estadão mostrar que, apesar de Terra ter anunciado a demissão de toda a equipe responsável por contratar a Business to Technology (B2T) para prestar serviços no Ministério da Cidadania, quatro funcionários continuavam com cargos no governo.

A pasta então comandada por Terra fechou contrato mesmo após alertas de empresas concorrentes e de órgãos de controle sobre suspeitas de irregularidades envolvendo a B2T. Na semana passada, a B2T foi alvo da Operação Gaveteiro, da Polícia Federal, que apura desvio de R$ 50 milhões do extinto Ministério do Trabalho entre 2016 e 2018, na gestão Michel Temer.

Segundo publicação no Diário Oficial da União de ontem, a saída de Mendonça do cargo de subsecretário de Planejamento, Orçamento e Administração foi a pedido dele. Ele foi para o ministério de Damares em novembro, após ser exonerado do cargo que ocupava na Cidadania.

A ligação de Mendonça com os emedebistas vem do governo Temer, quando, em 2016, Terra o chamou para compor a equipe do antigo Ministério do Desenvolvimento Social (rebatizado de Cidadania na gestão de Jair Bolsonaro). O agora ex-subsecretário costumava dizer nos corredores da Esplanada que fora indicado para o cargo pelo então secretário executivo, Alberto Beltrame, hoje secretário de Saúde no governo do Pará, comandado por Helder Barbalho (MDB).

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No Ministério da Mulher, Mendonça acabara de montar uma equipe de confiança para coordenar as contratações. O cargo era equivalente ao que exerceu por três anos com a confiança de Terra - o de subsecretário de Assuntos Administrativos - com a mesma remuneração: R$ 13,6 mil.

Ao ser procurado na sexta-feira da semana passada, por telefone, o agora ex-subsecretário chegou a afirmar ao Estado que não tinha mais qualquer vínculo com o governo. Novamente procurado ontem, não atendeu. Na sua agenda, porém, consta que trabalhou até terça-feira, quando participou de reunião com os ministros da Economia, Paulo Guedes, e da Controladoria-Geral da União, Wagner Rosário.

Empresas

As suspeitas que recaem sobre Mendonça não são novas nos meandros da administração. Uma funcionária de carreira e uma pessoa próxima ao ex-subsecretário, ouvidas pela reportagem, citaram a proximidade dele com as empresas prestadoras de serviços ao governo e relataram que ele costumava ordenar aos subordinados que recebessem os empresários para falar sobre contratos. A fama de conhecedor da burocracia das contratações vem desde o período em que Mendonça foi do Exército - atuou por cinco anos no Estado-Maior da Força no setor que cuida de suprimentos, além de chefiar as áreas financeira e administrativa.

A experiência chamou a atenção da equipe de Terra, que o convidou para o cargo no governo, e chegou aos ouvidos de empresários interessados nas compras públicas. Logo se tornou um homem de confiança do então ministro e se aproximou de parlamentares do partido.

Apesar de ter se afastado do dia a dia do Ministério da Cidadania, mantinha contatos na pasta. O amigo e advogado Marcos Vinícius Boaron, por exemplo, continuou no cargo de diretor de programa. Boaron era uma espécie de braço direito do subsecretário.

Perfil

Quem conviveu com Paulo Roberto de Mendonça e Paula diz que ele é discreto. Coronel da reserva do Exército, ele recebe cerca de R$ 9 mil pelas Forças Armadas, que eram complementados com outros R$ 13 mil da função de confiança desempenhada no governo federal até ontem.

A família mora em uma casa em um condomínio fechado da capital federal. Possui também um apartamento localizado no Sudoeste, um dos bairros com o metro quadrado mais valorizado da cidade.

Em 2016, quando assumiu seu primeiro cargo no governo, comprou veículos importados que, somados, valiam cerca de R$ 300 mil na época. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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