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PEC da Segurança pode ficar para depois da eleição presidencial

Proposta saiu da pauta após divergências sobre emendas que preveem reduzir a maioridade penal para crimes graves
15 out 2026 às 22:21
Por: Band
Fonte: Agência Senado/Marcos Oliveira

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), retirou da pauta do plenário, na noite desta quinta-feira (15), a discussão da PEC da Segurança Pública. Ainda não há uma nova data para a votação, e a análise da proposta pode ficar para depois do segundo turno das eleições presidenciais.


“Eu vou tirar de pauta a PEC da Segurança Pública. Vamos aguardar o entendimento dos senadores e senadoras sobre o tema, sobre o texto, sobre a emenda”, afirmou Alcolumbre. Ele justificou a decisão pela necessidade de aprofundar a discussão sobre as alterações apresentadas e evitar que o texto precise retornar à Câmara dos Deputados.


A proposta passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado na quarta-feira (14). O principal impasse envolve emendas que propõem a redução da maioridade penal.


Emendas propõem redução da maioridade penal

O governo federal já sinalizou ser favorável à redução da maioridade penal de 18 para 16 anos em casos de crimes graves, mas indicou que não apoiaria mudanças na PEC atual para evitar que o texto voltasse à Câmara.


Apesar disso, o senador Camilo Santana (PT) apresentou uma emenda para permitir a redução da maioridade penal em casos de crimes hediondos. A proposta recebeu a assinatura de outros 27 senadores, incluindo o relator da PEC, Rogério Carvalho (PT).

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Oposição também apresentou proposta

Pela oposição, o senador Rogério Marinho (PL-RN) protocolou, na quarta-feira, outra emenda relacionada à redução da maioridade penal.


A proposta estabelece a maioridade penal em 16 anos, com uma exceção que permitiria a responsabilização penal a partir dos 14 anos em casos de crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas e participação em organizações criminosas.


Na justificativa, Marinho argumenta que o envolvimento de adolescentes em infrações graves coloca em questionamento o atual sistema socioeducativo. Segundo ele, o limite de tempo para internação socioeducativa seria desproporcional diante de crimes como homicídio, latrocínio e estupro.


Sem acordo sobre as mudanças, a PEC permanece sem data definida para votação no plenário do Senado.

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