Mesmo em dias chuvosos ou nublados, os cuidados com a exposição solar devem ser mantidos. O alerta foi feito pelo dermatologista Rafael Garani, em entrevista ao quadro Saúde em Ação. Segundo o especialista, a radiação ultravioleta continua atingindo a pele mesmo quando não há sensação de calor.
A orientação é evitar a exposição direta ao sol entre 10h e 16h, período de maior intensidade da radiação. Crianças e idosos exigem atenção especial: bebês com menos de seis meses não devem utilizar protetor solar, sendo recomendada a proteção por meio de roupas com bloqueio ultravioleta. A partir dos seis meses, podem utilizar filtros específicos, conforme orientação médica. Já os idosos apresentam maior suscetibilidade a queimaduras e desidratação.
O dermatologista também destacou os avanços nas tecnologias de proteção solar, com produtos resistentes à água e opções que não provocam ardência nos olhos durante atividades físicas. Para quem busca a exposição solar visando à produção de vitamina D, Garani mencionou caminhadas de 20 a 30 minutos, preferencialmente entre 8h e 8h30 ou após as 16h, ressaltando que a necessidade de suplementação deve ser avaliada pelo médico.
O especialista reforçou que a escolha do protetor solar e a frequência de reaplicação devem considerar as características de cada pessoa. Bastões e protetores labiais são algumas das alternativas disponíveis para facilitar a aplicação.
Outro alerta é sobre o câncer de pele, apontado pelo dermatologista como o tipo de câncer mais prevalente na população brasileira. Segundo Garani, atualmente também há muitos casos entre adultos jovens, embora a exposição solar acumulada ao longo da vida continue sendo um fator importante.
Como medidas preventivas, ele recomenda o uso de protetor solar, blusas, bonés e chapéus, além de mudanças nos hábitos de exposição ao sol. O tema também ganha destaque com a proximidade do Dezembro Laranja, campanha dedicada à conscientização e à prevenção do câncer de pele.