O estado do Paraná é, atualmente, o epicentro da preocupação, concentrando mais de 70 dos casos registados no território nacional. O avanço da doença também é notável em outras regiões:
- Mato Grosso do Sul: 24 casos.
- Rio Grande do Sul: 5 ocorrências.
- São Paulo: 4 casos confirmados.
- Santa Catarina: 2 focos registados.
De acordo com dados do Consórcio Antiferrugem, a ferrugem asiática é considerada a principal ameaça à cultura da soja na atualidade. O fungo causa a desfolha precoce e o amarelecimento das folhas, reduzindo drasticamente a capacidade de fotossíntese da planta. Em casos severos, onde o maneio não é realizado a tempo, o prejuízo para o produtor rural pode chegar a 90% da produção.
No ano passado, nesta mesma época do ano, o número de casos registrados também chegou a 100 no Brasil.
Prevenção
No noroeste do Paraná, o produtor Elias, que cultiva cerca de 250 hectares no município de Dr. Camargo, exemplifica o esforço do setor para proteger as plantas durante a fase crítica de enchimento de grãos. "A expectativa de produção é excelente, agora o foco é não deixar a ferrugem chegar", afirma o produtor.
A estratégia adotada envolve o uso de coletores de esporos, ferramentas que permitem o monitoramento semanal da presença do fungo no ar antes mesmo dos sintomas aparecerem visualmente na planta. Especialistas recomendam:
- Monitoramento constante e leitura de lâminas em microscópio.
- Respeito rigoroso ao vazio sanitário.
- Uso de cultivares adequadas.
- Aplicação preventiva de fungicidas no momento exato detetado pelos técnicos.