O grande diferencial revelado pela pesquisa reside na economia com a matéria-prima. Nos testes realizados num projeto-piloto, o custo do óleo de cozinha reciclado representou apenas 21% do custo total de produção.
Este valor é significativamente inferior quando comparado aos métodos tradicionais utilizados pelas grandes indústrias:
Óleo de Soja e Sebo Bovino: Nestes casos, a matéria-prima pode chegar a representar 78% dos custos totais.
Benefício
A viabilidade deste modelo abre portas para que pequenas biorrefinarias consigam operar com margens de lucro mais competitivas, promovendo a economia circular a nível local. Além de reduzir a dependência de commodities como a soja, cujo preço flutua no mercado internacional, a utilização de óleo usado evita que este resíduo seja descartado de forma incorreta, contaminando solos e recursos hídricos.
A descoberta reforça a tendência de diversificação da matriz energética brasileira e destaca a importância da colaboração académica internacional para encontrar soluções práticas para o agronegócio e a indústria de energia. O projeto demonstra que o que antes era considerado um resíduo doméstico pode tornar-se um ativo estratégico para a produção de energia limpa e barata.