A cidade de Ilhéus respira a história do fruto. Segundo o professor Nazal, historiador da região, o cacau sempre foi a "mola propulsora" da riqueza local, especialmente entre o final do século XIX e o início do século XX. No entanto, a produção foi drasticamente atingida por pragas que dizimaram as plantações e afetaram a economia regional por anos.
Hoje, a arquitetura e os museus, como a antiga casa de Jorge Amado, preservam a memória do antigo auge econômico, enquanto as fazendas começam a escrever um novo capítulo, focado na recuperação e na qualidade.
Tecnologia
A nova era do cacau diferencia-se do passado pelo uso intensivo de ciência. Produtores que retornaram à atividade recentemente representam essa nova mentalidade técnica. É o caso do agrônomo Antônio, que retomou a tradição familiar em uma propriedade de 10 hectares em Ilhéus, onde cultiva 9 mil pés de cacau com um olhar moderno sobre o negócio.
O otimismo atual é alimentado por dois pilares principais:
Os preços convidativos no mercado atual têm permitido que os produtores reinvestam no próprio negócio.
O foco agora está no melhoramento genético, na correção precisa do solo e em práticas de fertilização. Além disso, as fazendas estão se adaptando à "nova ordem ambiental", buscando um manejo mais sustentável.
Futuro promissor
Diferente da exploração do passado, o novo modelo de produção busca agregar valor ao fruto — incentivando a produção de chocolate na própria região — e garantir melhores condições de trabalho e tratamento aos funcionários. Para os especialistas e produtores locais, a combinação de tecnologia, respeito ao meio ambiente e gestão eficiente projeta um futuro muito mais próspero e estável para a economia baiana.