Todos os locais
Todos os locais

Selecione a região

Instagram Londrina
Instagram Cascavel
Agro
Brasil

União Europeia bloqueia produtos de origem animal do Brasil

Bloqueio envolve carnes bovina, de frango e suína, além de mel, pescados e ovos
03 set 2026 às 18:51
Por: Agência Brasil
Pixabay

A União Europeia começou nesta quinta-feira (3) a suspender a entrada de produtos de origem animal do Brasil em seus 27 países-membros. A medida atinge carnes bovina, de frango e suína, mel, pescados e ovos e pode afetar até US$ 2 bilhões por ano em exportações brasileiras.


O bloqueio não é necessariamente definitivo. O Brasil tenta comprovar que atende às exigências europeias, enquanto técnicos da UE realizam auditorias no país para verificar os sistemas de controle.


Por que a UE suspendeu os produtos?


Segundo a União Europeia, o problema está nos mecanismos brasileiros de controle sobre o uso de antimicrobianos na produção animal.


O bloco permite o uso desses medicamentos para tratar doenças, mas proíbe a utilização para estimular o crescimento dos animais. Também não autoriza o uso de substâncias antimicrobianas reservadas ao tratamento de infecções em humanos.


O governo brasileiro contesta a avaliação e afirma que a legislação nacional já restringe o uso de antimicrobianos como promotores de crescimento.

Outras notícias

Boi gordo fica mais caro com oferta restrita em agosto

Suíno vivo registra menor preço real da série do Cepea

Dependência do trigo estrangeiro encarece o preço do pão


Não há alerta de contaminação


A decisão não foi tomada após a identificação de contaminação em carnes ou outros produtos brasileiros.

A restrição está relacionada aos mecanismos de controle e rastreabilidade utilizados durante a produção. Portanto, o bloqueio não significa que os produtos brasileiros tenham sido considerados impróprios para consumo.


Impacto nas exportações


O impacto potencial da medida chega a US$ 2 bilhões por ano.


A carne bovina representa uma parcela importante desse comércio. Em 2025, as exportações brasileiras do produto para a União Europeia somaram aproximadamente US$ 1,7 bilhão.


O mercado europeu é estratégico para o setor porque compra principalmente cortes de maior valor agregado, o que dificulta a substituição imediata por outros destinos.


Brasil tenta reverter bloqueio


O governo brasileiro vem negociando com a União Europeia e adotando medidas para tentar atender às exigências do bloco.


Entre as ações estão novas regras de controle, protocolos de rastreabilidade e mecanismos para acompanhar o uso de antimicrobianos durante a vida dos animais.


Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), as empresas habilitadas a exportar para a Europa já aderiram ao protocolo privado criado pelo setor.


Quando as exportações podem voltar?


Ainda não há uma data definida para o fim da suspensão.


A União Europeia realiza nesta semana uma auditoria nas cadeias brasileiras de frango e mel, com conclusão prevista para esta sexta-feira (4). Depois, o material será analisado pelas autoridades europeias, em um processo que pode levar cerca de dois meses.


Caso o Brasil demonstre que cumpre as exigências, poderá ser novamente incluído na lista de países autorizados a exportar.


Carne bovina pode levar mais tempo


A adaptação da cadeia de carne bovina é considerada mais complexa porque o sistema exige rastreabilidade durante todo o ciclo de vida do animal.


Um bovino que passe a seguir as novas regras hoje pode levar 24 a 36 meses até chegar ao abate. Já no setor de frango, o ciclo é muito mais curto, de aproximadamente 45 dias.


Por isso, o setor avícola considera possível uma retomada mais rápida das exportações ainda em 2026, dependendo do resultado da auditoria.


Mel também é afetado


O mel brasileiro também está entre os produtos suspensos.


As exportações para a União Europeia cresceram no primeiro semestre de 2026 e chegaram a US$ 6,3 milhões. Um dos riscos apontados pelo setor é a chamada contaminação cruzada, que pode ocorrer quando colmeias ficam próximas a áreas de criação de animais onde determinados produtos são utilizados.


E o consumidor brasileiro?


A suspensão vale para as exportações destinadas à União Europeia e não impede a comercialização desses produtos no Brasil.


Caso parte da produção que seria enviada para a Europa seja redirecionada ao mercado interno, pode ocorrer aumento da oferta de alguns produtos. O impacto sobre os preços, porém, dependerá do volume redirecionado, da demanda e da capacidade de absorção do mercado brasileiro.


Agora, o Brasil precisa avançar no processo de adequação e aguardar a avaliação das autoridades europeias para tentar retomar as exportações aos 27 países do bloco.

Siga a Tarobá no Instagram

Veja também

Relacionadas

Agro
Imagem de destaque

Expointer destaca raças raras de bovinos no RS

Agro
Imagem de destaque

Preço do suíno em SP atinge menor valor da história

Agro

Plantio de soja é liberado em quatro regiões do Paraná

Agro

Consumidor busca experiência e transforma cafeterias no Brasil

Mais Lidas

Cidade
Londrina e região

MPPR apreende R$ 87,5 mil em operação contra corrupção e fraudes

Cidade
Londrina e região

Lutador Kabuto sai da UTI, mas segue sem previsão de alta

Tarobá Cidade
Londrina e região

Londrina inicia trâmites para construir 2.560 moradias sociais

Cidade
Londrina e região

Londrina remaneja 17 pontos de radar e adota novas tecnologias

Cidade
Londrina e região

Acesso na BR-369 em Londrina acumula acidentes e gera insatisfação

Podcasts

Sem Cerimônia | EP 17 | Como Reduzir Dívidas com o Fisco | Karime Claro de Carvalho

Em Foco | EP 01 | Comunicação Além das Redes | Gislene Barbosa e Rebeca Felisberto

Podcast Sem Cerimônia | EP 16 | IA e o futuro da profissão de TI | Alisson Rocha, Wladimir Barros